Escritas Cuneiformes
Um gênero de escrita que perdurou por mais de
três milênios consecutivos e que ofereceu aos paleógrafos
variado e rico material para o estudo da historia e outros ramos das
artes e ciência, merece um exame detalhado, tanto mais que, para
a sua perfeita compreensão, deve-se fazer a descrição
do caminho percorrido pelos cientistas para chegarem ás conclusões
cercadas de dificuldades sem conta.
O que segue é um resumo de todos os fatos referentes
á evolução das escritas cuneiformes.
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A escrita "cuneiforme" isto é, em
forma de cunhas, é o característico exterior que distingue
de todas as demais conhecidas pela epigrafía.
As cunhas resultam do uso de instrumentos destinados
a gravar os sinais gráficos sobre o barro ou argila mole posteriormente
recosidos a fim de obter impressões indeléveis. Os escribas
usavam pequenas hastes de madeira talhadas em bisel ou em forma de cunha
e com elas escreviam mais rapidamente do que riscando ou entalhando
os caracteres que freqüentemente compunham-se de varias cunhas
disposta em varias direções e posições.
A forma exterior não indica que a escrita cuneiforme
tenha sido usada por um único povo para escrever um só
idioma. Foi usada no antigo oriente médio por vários povos
que falavam línguas fundamentalmente diversas na sua estrutura.
Entre outros se cita os idiomas: sumério, acádio ou assírio-babilônico,
o khaldi, o hitita, o pró-alamita, o persepolitano ou aquemenida
e uma forma arcaica do fenício.
Antes de prosseguir é necessário esclarecer
que a escrita cuneiforme não nasceu cuneiforme. Os povos que
habitavam a Mesopotâmia, imprimiam as letras ou figuras sobre
ladrilhos ou tijolos de argila úmida ou crua e que em nada se
parecia com a escrita cuneiforme.
Os sinais eram impressos ou riscados com estiletes
com traços contínuos. Essa escrita foi encontrada nos
estratos inferiores das escavações Mesopotâmicas.
Durante esse período, chamado pré-dinastico e que compreende
o decurso quase interior do IVē milênio a.C., as figuras inscritas
são bastante nítidas e compreensíveis.
Foram encontradas em camadas que os arqueólogos
conhecem pelos nomes "El Obeid" (próximo de Ur), Warka
I-II-III e IV(antiga Uruk), Djendet Nasr e outros lugares menos importantes.
Os escribas se aperceberam que seria mais fácil
imprimir marcas e desenhos do que riscar ou traçar linhas sobre
material friável. Daí surgiu à idéia de
desenhar figuras e objetos com pressões sucessivas feitas com
uma haste de madeira talhada em bisel ou em forma de cunha. Desse modo,
a escrita tornou-se mais rápida e seguramente mais fácil,
aparecendo então a escrita cuneiforme.
Em conseqüência, as imagens ou figuras pedem
a semelhança com os outros modelos de que derivam. As letras
compostas de varias cunhas já não evocam a imagem dos
objetos desenhados. Estes fatos se deram no inicio do 3o.
Milênio a.C.
Nos pequenos tijolos ou ladrilhos de barro, os sinais
são dispostos de cima para baixo em colunas colocadas da direita
para a esquerda. Nas peças maiores, pela impossibilidade de manobrá-las
com a mão esquerda, os escribas modificaram a direção
da escrita e a disposição das colunas. As linhas são
horizontais e as varias letras seguem a direção da esquerda
para a direita.
De acordo com o local e a época, a escrita cuneiforme
sofreu as modificações versificadas nas demais. Ideográfica
a principio, passou para o período de foneticismo, pelo estagio
de silabismo e finalmente para a ultima fase que é a da alfabetização
propriamente dita.